Aventurei-me muito de leve na “tribo” dos filósofos, especialmente porque não tenho a menor pretensão de sê-lo. Mesmo porque, quem pesquisa filosofia só na internet e em um ou dois livrinhos não tem o menor amparo para dizer que conhece filosofia. Mas que é bom pensar, lá isso é. E isto eu não me abstenho de fazer.
Mais uma vez, o orkut me conduziu à conclusões totalmente diversas do foco inicial. Ou não.
Na verdade, ao ver algumas comunidades sobre filósofos percebi que não importa o que determinado filósofo disse ou deixou de dizer. Importa, que um deixe claro ao outro que conhece a toda a obra da criatura, que leu seus escritos e os sabe de trás para frente. Tipicamente humano. Ou - já que o pobre do Nietzsche está na moda - “humano, demasiado humano”.
As discussões são acaloradas e sanguíneas, tentando quase sempre sobrepor a verdade de um sobre a do outro. Exceto quando vem o boa paz e diz: gente, não é bem assim. Concordo com o boa paz. Nem tudo é inteiramente bom e nem tudo é inteiramente ruim. Esta visão parece muito “em cima do muro”? Prefiro dizer que é uma visão caminho do meio, como pregam os budistas.
Temos capacidade de ler o que os filósofos dizem, ou o que nos disseram que eles disseram e daí extrair o que nos interessa ou não. É assim que crescemos e vamos compondo nossas personalidades.
Vi diversas discussões sobre a guerra: boa ou ruim? A resposta imediata é: ruim - como assim, guerra boa? Todavia, a tecnologia provavelmente não teria evoluído da forma que evoluiu se não fossem as guerras, e a medicina talvez tivesse estacionado. Mas não é por isso que concluímos que as guerras devem ser estimuladas. O ser humano, pouco a pouco percebe que tem capacidade para muito mais sem precisar da guerra ou mesmo da disputa como gatilho. A evolução e o desenvolvimento material da espécie humana podem ser atingidos por outras formas, pacíficas. Agora parafraseando os espíritas o ser humano pode aprender “pelo amor ou pela dor”.
Conduzindo este pensamento para o indivíduo, concluímos que temos sim escolhas. Podemos chegar ao mesmo fim através de vários caminhos, sem precisarmos crer que os fins justificam os meios (como diria meu não tão amigo Maquiavel). Se eu quiser chegar mais rápido em casa, não preciso passar no final fechado. Basta que eu saia mais cedo.
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