Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Controle

Há algum tempo eu penso em escrever sobre controle. Conhecem? Já ouviram falar? É um “amiguinho” com o qual levo um papo de vez em quando.

Sabem aquela necessidade que temos de que o mundo seja exatamente da forma como desejamos que ele seja? E sabem os esforços que fazemos (às vezes até inconscientes) para que tudo se enquadre perfeitamente neste querer? Então. Isto se chama controle.

Temos controladores e controladoras de todas as espécies.

Alguns são bem evidentes, em geral pais e mães de adolescentes (ou que acreditam que seus filhos ainda são adolescentes, mesmo que já tenham mais de quarenta) e dirigem-se aos filhos sempre “gerenciando”: não, você não pode fazer faculdade de música. Ou: o único esporte que vale a pena é o tênis. Pegar onda é coisa de vagabundo...

Não é a toa que tantos conflitos surgem na adolescência. Os pais perdem a noção de que os filhos não são mais crianças e que já são capazes de fazer algumas escolhas, especialmente no que diz respeito ao futuro. Vejam bem, não comungo da opinião que confere aos jovens uma liberdade incondicional. Se ele resolveu cursar música, deve fazê-lo porque realmente sente e ama a música, não se importando nem um pouquinho por não ser milionário. Basta saber que será feliz tocando música pois seu coração pulsa com ela. Inclusive, se a vocação está presente não é nada difícil que ele se torne realmente um “milionário de vocação”. É evidente, portanto, que toda a decisão deles pode ser apoiada sim, desde a origem da atitude venha realmente da essência do Ser. E mesmo que não venha, de qualquer forma quem vai assumir a responsabilidade pela escolha é só o filho - se os pais permitirem, lógico. Difícil isto tudo, né?

Mas voltando à minha classificação dos controladores, acho que o mais complicado de lidar é o que manipula. Aquele que não deixa óbvias suas intenções. Ele é praticamente insidioso, porque vai plantando seus pensamentos no coração do outro, de tal forma sub-reptícia, que no final o outro acredita que o pensamento é realmente seu. Tipo assim: mas meu filho, será mesmo que música é uma boa idéia? Conheço o filho de uma amiga minha, que fez faculdade de música e está aí, passando fome. E sabe que a coisa é tão séria, que ele sofreu um acidente e quebrou o braço. Não pode mais nem tocar. Já pensou? Se ele tivesse outra profissão, seria diferente. Você poderia fazer medicina e uma aula de música, que tal? Mas filho, eu vou lhe apoiar na escolha que você fizer...

Daí já está plantado o medo em uma mente mais suscetível e sensível. O moleque vai lá e se matricula em medicina. Passa, vira um médico rico, medíocre e infeliz, sonhando com os concertos que poderia ter feito ou a banda que poderia ter formado.

O controlador-manipulador sempre vai passar por bonzinho, pois em sua mente seletiva, lembra só que apoiou o filho no que ele quisesse. O filho até vai lembrar desta parte, mas sabe – lá no fundo – que tem algo de podre no reino da Dinamarca.

E para piorar, o controlador-manipulador pode agir desta forma por dois motivos.

Primeiro porque realmente acredita que se a outra pessoa agir da forma como ele está “sugerindo”, vai ser mais feliz – e neste caso impede o outro de passar por um aprendizado necessário, que nem sempre será de sofrimento, como acredita o controlador. Isto porque uma mesma experiência pode ser traumática para um e deliciosa para outro. Pessoas – graças a Deus – são diferentes. Esta espécie de controlador se entende absolutamente desapegado de seu ego, afinal, acredita estar agindo assim pela felicidade do outro. Só que ajuda, a gente só dá para quem pede. Até a Bíblia diz isto!!!

O segundo controlador-manipulador acho que é o pior de todos. É o que tenta fazer com que o outro faça determinada escolha porque não consegue conviver com a possibilidade de que o foco do controle faça uma escolha diferente. É totalmente egóico e centrado no umbigo.

Retomando o exemplo da faculdade, é o pai que não consegue conviver com um filho músico e sem muita grana, independentemente do fato de estar ele feliz ou não. Afinal, quem deve estar feliz com a profissão e a vida dos filhos são os pais, não é óbvio? Se ele for médico e rico, para o controlador desta espécie está ótimo. A felicidade da “vítima” é secundária, desde que o super-hiper-ego do controlador esteja satisfeito e possa dizer para os amigos: meu filho é um médico, muito bem sucedido profissionalmente. Este tipo de pessoa é maquiavélica, ou seja, os fins justificam os meios. Se precisar manipular a situação pelas costas do controlado, vai fazê-lo, porque os fins justificam os meios.

Estou usando os figurantes pais/filhos e escolha de profissão por ser mais “didático”. Poderíamos falar de amigos, irmãos, colegas de trabalho. Vale lembrar que no trabalho o controlador tem sido um problema, dando origem aos diversos casos de assédio moral. Além disso, o objeto do controle não diz respeito só às coisas supostamente “grandes” como a escolha de uma profissão. Seres humanos com tendências controladoras querem interferir em tudo, desde a roupa que você vai usar ao namorado que escolheu.

O fato é que nascemos para ser duas coisas: felizes e livres.

A partir do momento em que tentamos sujeitar alguém - direta ou indiretamente e pouco importando os motivos da sujeição - às nossas vontades, estamos tolhendo o direito sagrado do outro de escolher seu caminho e assumir plenamente as responsabilidades de sua escolha, sejam elas felizes ou não.

As experiências e escolhas que fazemos na vida, são a bagagem de aprendizado que nossa alma carrega. Se precisamos “desviar” dos controladores, o fardo fica um pouco mais pesado, pois precisamos despender uma energia que poderia ser canalizada para algo mais construtuvo para manter e reafirmar nosso direito inato ao livre arbítrio.

Se o exercício desta liberdade vai ou não nos conduzir à felicidade, somente quem escolhe pode dizer.

Amigos não decidem por amigos, irmãos não decidem por irmãos e pais não decidem por filhos. E vice-versa.

Quinta-feira, Abril 23, 2009

O Segredo das Letras..

A música sempre foi uma das minhas mestras, de Roberto Carlos a Charlie Brown. Dela extraí pequenas lições que me lembraram da felicidade, independentemente do que estivesse sentido. Simplesmente feliz por existirem pessoas no mundo que pensam assim. Na verdade, o que me comove, alegra e preenche, é ver que muita gente acredita em um mundo melhor, por mais piegas que seja a expressão. Achei que valia a pena compartilhar minhas pequenas lições, independentemente de estilo musical.

Os trechos das músicas estão na apresentação ao lado direito do Blog. Se a visualização foi difícil, clique na imagem que será redirecionado para o álbum do Picasa, onde estão as imagens. Esteja à vontade! Namaskar!

Encostas

Domingo à tarde, solzinho gostoso e lá fui eu para a praia.
Estava sentadinha, apreciando o Moçambique praticamente deserto quando chegam dois rapazes na praia. O primeiro vem correndo, se benze e se atira no mar, sem observá-lo ou mesmo sentir a temperatura da água. Simplesmente se joga.
O segundo, que parecia mais novo (nem por isto menos sábio), “conversa” com o mar. Observa as ondas, sente a temperatura da água e vai entrando devagar, esperando pelo melhor momento.
Ambos estavam sem prancha, mas com a clara intenção de pegar jacaré. Durante o tempo que o segundo estava prazerosamente sentindo o mar, o primeiro recebia toda a força da série de ondas maiores na cabeça. Como não avaliou o momento e entrou repentinamente no mar, praticamente precisou lutar contra a rebentação. Logo que a série terminou, após três ou quatro ondas realmente enormes, o segundo rapaz foi entrando vagarosamente, alcançando a rebentação praticamente sem molhar o cabelo. O mar simplesmente o recebeu, de braços abertos, porque aquele era o momento certo.
Quem está certo? Quem está errado? Quantas vezes nós brigamos com a vida e a estapeamos sem perceber que aquele momento não é o correto para aquilo que estamos tentando. Ficamos tão obtusos na nossa verdade e na nossa vontade, que perdemos a noção do quanto o momento é importante. Não que esta luta nos impeça de chegar ao objetivo final, tanto é que ambos os rapazes pegaram suas ondas felizes da vida. Só que um sofreu mais que o outro para chegar lá.
Mas até o momento certo é relativo. O quanto o apressadinho realmente precisava absorver toda aquela fúria do mar? Eu sei? Você sabe? Provavelmente nem ele sabia, pelo menos não conscientemente. Talvez até ele sofresse mais se ficasse esperando do que com a fúria das ondas em si. Com sua intempestividade ele buscava a fúria. Assim como buscamos nosso sofrimento pelo simples fato de não observar a mesma situação por outro ângulo. Ou sob o ponto de vista do outro. As perspectivas são várias, assim como os caminhos.

“Não importa por que encosta da montanha cada um sobe. Nos encontramos no final.” Lia Diskin.

Segunda-feira, Março 02, 2009

Pé na Estrada

Pois então. Enfiei o pé na estrada nestas férias. Fui provar o tão alardeado gosto de viajar compulsivamente e resolvi exagerar e conhecer quase tudo que eu tinha vontade de conhecer nos Estados Unidos. Fui em família para a Califórnia, com amigos à Las Vegas e Grand Canyon e sozinha em Nova York. Califórnia em dezembro e janeiro e o restante no carnaval.
Evidente que se aprende, e muito, ainda que falemos de um país como os EUA. Os americanos foram bem mais adestrados pelos ingleses que nós pelos portugueses e aprenderam a respeitar – e principalmente se distanciar – do próximo à duras penas. Depois de muitos processos de indenização milionários que movem e enriquecem os cidadãos eles não viram outro jeito senão andar na linha. Só que este andar da linha criou uma nação de sorrisos. Todo mundo sorri e trata o outro de honey e darling, dentre outros adjetivos hiperbólicos... Mas não encosta não!!! Nem nos cães (logo eu que já vou com aquela mão boba esticada para fazer carinho nos peludos) se podia encostar porque a cara feia dos donos era assustadora. Muito pior era com as crianças. Elas mesmas não se importavam em ser tocadas, mas os pais as arrancavam do caminho – ainda que eu não tenha nem tentado, vi outros incautos brasileiros tentarem.
Mas não é disso que eu queria falar, afinal, cada país tem sua cultura e forma de encarar o mundo e não podemos dizer quem está certo ou errado. Como já disse, bem ou mal, sempre aprendemos e encontramos o que pensar em uma viagem, seja para os EUA ou para Biguaçu.
Só que em toda esta “hiperatividade turística” acabamos cumprindo o roteiro externo e deixando de lado o roteiro interno. É meio aquela coisa de para fora e para dentro – sem sacanagem (rs). Viajando, com todo aquele estímulo visual e sensorial do novo, a tendência é que tornemos a buscar a alegria e a felicidade dos estímulos externos, esquecendo que isso só encontramos em casa mesmo. E esta casa é o nosso Ser, o que nós realmente somos. Claro que ao iniciar a viagem, tinha esta consciência e me propus a não esquecê-la. Mas sabem, somos adestrados desde pequeninos a valorizar e buscar os estímulos externos e a partir do momento em que durante a viagem esta memória é estimulada, esquecemos todos os ensinamentos relativos ao “caminho da felicidade e da inteireza” e mergulhamos de cabeça em tudo que temos para ver e sentir. Quer dizer, comigo pelo menos foi assim, mas acredito que encontre eco no sentimento de mais gente.O resultado é que no final da segunda viagem, senti aquela sensação de “Puxa, está faltando alguma coisa.” Qual não foi a minha surpresa ao perceber que quem faltava era eu mesma! Eu tinha visto tanta coisa nova, tanta coisa diferente, computado tanta informação racional, que esqueci de lembrar de me buscar e de perguntar como aquilo tudo estava refletindo em mim. É aquela outra máxima Crística: “Orai e vigiai”. No estímulo, não fiz nenhum dos dois. Nem orei – mesmo conhecendo igrejas lindíssimas – nem vigiei a mim mesma, meus pensamentos e sentimentos diante de toda aquela informação, achando provavelmente que estava de férias disto também. Aí está o aprendizado mais importante de toda esta andança... De autoconhecimento não se tira férias.

Segunda-feira, Março 31, 2008

Picuinhas.

Nenhum de nós está isento de sentir raiva. Não é dos sentimentos mais nobres mas brota fácil, e negá-la não resolve. Uma vez alguém disse que raiva ou vira doença ou vira karma, ou seja, se negamos fingindo que está tudo bem ficamos doentes com nosso próprio veneno. Se externamos, semeamos atitudes que em algum momento retornarão, como bolas de tênis num paredão. Sinuca de bico, não?
Diz a lenda, que o ideal é refrear o impulso imediato de externar a raiva através de atitudes impensadas, de forma que possamos avaliar o sentimento sem que o coração esteja disparado predispondo-nos a lutar ou fugir. Não negar, mas perceber a existência do sentimento e questionar sua validade e profundidade. Depois, mais calmos, conversamos com tranqüilidade e tato com o “agente” causador da raiva para solucionar a situação.
Pessoalmente, quando escolho este caminho, chego a duas conclusões: ou a situação não era tão grave como eu havia pintado e que inclusive enganei-me em algum julgamento, ou que a pessoa com quem se estabeleceu o atrito é mesmo cretina e não vai mudar em virtude dos meus belos olhos. Percebem que em ambos os casos, a raiva é uma enorme perda de tempo? No primeiro caso, perdemos tempo e energia julgando o outro e produzindo mais e mais raiva, afinal, as ondas de sentimento atingem não só o objeto como o emissor, para depois perceber que não era nada do que imaginávamos. No segundo caso, malhamos ferro frio.
A raiva guardada vira ressentimento, porque como ela está lá, reservada como bem precioso em nossos escaninhos cerebrais, de vez em quando damos uma cutucada nela para “re-sentirmos” sua presença. E diz outra lenda, que o ressentimento é o veneno que tomamos esperando que o outro morra...
Do ressentimento, nasce o círculo do ódio, substituindo o ideal que deveria ser o círculo do amor.
No ambiente de trabalho, onde pessoas - que na maioria das vezes são muito diferentes - convivem obrigatoriamente sob o mesmo teto, o ressentimento impera. É bem básico: Fulano acha que Beltrano não trabalha e o persegue ou demite. Beltrano dá a volta por cima e persegue Fulano assim que consegue. Em contrapartida, metade da repartição está apoiando Fulano e a outra metade apoia Beltrano. E a lambança está feita, porque enquanto todo mundo estiver ressentindo situações pessoais nas quais às vezes nem estão envolvidas desperdiça a possibilidade da união.No ponto em que estamos na evolução do planeta, precisamos interromper este círculo vicioso. A palavra chave agora é cooperação. Se não cooperarmos com nossos familiares, nossos amigos, inimigos (sim, com os inimigos também, nem que seja aceitando que eles são assim e saindo de seu caminho seguindo o nosso) e colegas de trabalho não vamos conseguir modificar nossa forma de pensar. E como o pensamento constrói, juntos construímos o planeta que temos, que honestamente não está lá isso tudo, certo? “Tá”, você me diz, “de que adianta eu mudar sozinho? Se ninguém mais muda quem se ferra sou eu.” Faça o seguinte. Experimente ou pelo menos tente experimentar. Depois me conta.



Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Anjos Gêmeos (30/11/2007)

Sob o abençoado sol de sagitário (lindo, diga-se de passagem), com a lua em leão e ascendente em aquário, a vida inundou novamente a terra e o Criador sorriu feliz com sua obra perfeita.
Amigos queridos nos fazem felizes. Bebês nos enternecem. Mas bebês de amigos queridos nos elevam a patamares de ternura incomuns aos seres humanos normais.
Percebemos que o clichê do “milagre da vida” é insubstituível. Pois há algo de milagroso no nascimento de pequenos seres humanos que terão grandes histórias. Cada detalhe parece impressionante, desde o tamanho das mãos até a força com que seguram nossos dedos. E por mais que vejamos bebês e tenhamos filhos, não perdemos a capacidade de nos maravilhar com os pequenos presentes de Deus.
Ontem, voltando da maternidade, meu filho cantava uma música que incluía a palavra ternura. Imediatamente perguntou: mãe, o que é ternura?
Devaneei por alguns segundos quanto à melhor forma de explicar um sentimento e respondi: Sabe o que você sentiu quando pegou na mãozinha da Mariana? Aquela vontade de cuidar, acarinhar e proteger? Isto é ternura. Esclarecido, seguiu cantando.
O despertar deste nobre sentimento é fundamental para que cada um de nós perceba a capacidade profunda que tem de amar e de cuidar.
Cuidar do outro é uma arte, e aqui incluo não só os seres vivos como o planeta em que vivemos que nos foi concedido como benção. E a arte precisa ser exercitada para florescer. Talvez por isso nasçamos tão pequenos e indefesos, para despertarmos o desejo de cuidar nos corações já empedernidos pelos reveses da vida.
Uma vez derramada a benção da vida no nosso “infinito particular” não há retorno do coração à condição anterior. Aquele “aperto no peito” é cada vez mais freqüente, o enternecimento passa a ser comum e o deslumbramento que a vida traz se espalha para todas as pequenas coisas. E não importa o tempo que passa. Inclusive o tempo potencializa os sentimentos. Basta que vejamos os avós que, dispensados da obrigação de educar, ficam apenas com o prazer de sentir.
Enfim, a mãe Gaia agradece a vida recém nascida, mas há muito planejada, e o sol que iluminou o dia se põe, oferecendo um show de contemplação, feliz da vida por poder brilhar para dois novos/velhos seres que retornam, triunfantes, felizes e amados, para cumprir suas missões juntos.

“É cria,
Criatura e Criador
Cuida de quem me cuidou,
Pega na minha mão e guia...”
Cria - Maria Rita

Que a guiança dos amigos queridos seja guiada pela mão do Criador.
Que assim seja.

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

UNIPAZ - Formaçao Holística de Base.

Seguir a caminhada da Formação Holística de Base - FHB faz um upgrade no coração. Deixamos de achar que os outros nos magoaram e descobrimos que podemos escolher se seremos magoados. E sabem o que mais nos deixa boquiabertos? Descobrir que é fácil escolher. E aquele papo de amar o próximo como a si mesmo, inclusive aos inimigos, deixa de ser uma tênue visão para se tornar uma realidade almejada, afinal, a princípio, ninguém sai iluminado. Digo a princípio, porque tudo passa a ser possível... A capacidade de ampliar a consciência sobre todas as possibilidades é encantadora e nos eleva aos deuses que somos.
Aprendemos que viver e morrer são artes que devem ser cuidadas, preparadas e plenamente sentidas. Mas também que sentimentos demais nos arrastam por trilhas tortuosas e aprendemos a deixá-los passar.
Pessoalmente, descobri que apenas caminhava, sem viver de verdade o caminho. E falo isso literalmente, ou seja, na caminhada diária que fazia para exercitar-me. Colocava música agitada e um pé na frente do outro. Ao longo destes dois anos, descobri que desperdiçava energia em pensamentos desnecessários e repetitivos, com minha mente macaco louco. E sabem do mais legal? Vi as flores do caminho, conheci os cães que nele habitam. Vivenciei a influência das estações do ano sobre cada uma das árvores e o quanto este transformar se relaciona diretamente com nosso Ser.
E sabem o que mais? A música tem poder. E as letras que cantamos podem fazer a diferença em nosso estado de espírito. Hoje só escuto músicas que me fazem bem, pois tenho a maravilhosa capacidade de escolher. Deu para perceber que a Unipaz capacita, não é?
Cheguei à Unipaz achando todo mundo muito esquisito. Com o tempo, descobri que esquisitos são os outros. E finalmente, após dois anos de formação deliciosamente vividos, aprendi que essa história de julgar dá muito trabalho e resolvi ser feliz.