quarta-feira, abril 26, 2006

Paz.

Já disseram que a guerra é indispensável para a paz. Assim como o ódio para o amor. Se um não existisse não veríamos o outro, pois vivemos a dualidade, o paradoxo sombra e luz.

Mas somos tão limitados, inclusive na análise da dualidade, que deixamos de avaliar sua essência. Os opostos, em que pese guardarem este rótulo, não se opõem mas se contém. Dentro da paz há a desarmonia e dentro dessa encontramos a paz. Basta ter “olhos de ver” e a dualidade se esmaece como a bruma da manhã ao nascer do sol.

No mesmo instante, podemos estar em paz, em que pese a desarmonia que domina nossos sentimentos e podemos amar, ainda que odiando, pois como seres humanos nos é permitido odiar. Só que somos tão humanos que também podemos amar... Aí está a beleza da vida.

A paz pode estar no hausto do corredor ou no silêncio negro da noite, no marulhar das ondas ou na impetuosa tempestade. Está na transformação, no lugar em que o outro está e no que estamos, independentemente do nosso estado de espírito.

Deve ser menos falada mais sentida e muito mais pró-ativa...

3 comentários:

Anônimo disse...

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