quarta-feira, abril 26, 2006

É Natal. - Escrito e publicado em 19/12/2005.

Ah ah! Aposto que ao ler o título pensou que se tratava de mais um daqueles textos melosos? Pois se enganou redondamente (he he he).

Depois que tentei escrever no blog, com a aproximação das festas de fim de ano algumas pessoas me perguntam: e aí, quando vais escrever uma mensagem apropriada à época? Isso quando não me pedem: escreve o cartão de natal para fulano? A vontade que tenho é responder que não sou garrafa para trazer mensagem de náufrago. Ainda bem que ando mais controlada ultimamente...

Mas querem saber? Criatividade compulsória não funciona.

Escrever é um prazer que reflete como se sente meu eu interior em relação ao mundo e à vida. Se estiver insatisfeita com o que vejo ou sinto, não consigo me expressar com liberdade.

Uma das minhas insatisfações surge exatamente neste período tão obrigatoriamente feliz do ano. Quando todos se abraçam e fazem promessas de mudança e progresso, vejo hipocrisia. A maioria das pessoas empenha sua palavra embalada pela ilusão do recomeço que o início do ano trás. E infelizmente, empenha só a palavra e não o gesto. E palavra sem atitude não tem nenhum valor.

Finalmente, com o início do novo ano, o promitente se concede a liberação tácita para voltar a ser o que sempre foi, especialmente após a libertação do efeito inconsciente que a mídia tem sobre os sentimentos. Pudera, não tem mais motivos para comprar... Pelo menos não em janeiro. Mas aguardem que o carnaval já chega.

Tá, tudo bem... É um pouco cruel da minha parte. Concordo que o amor ao próximo, o carinho e a caridade não devem ser abandonados apenas nesta época por rebeldia – o que, diga-se de passagem, tenho vontade muitas vezes de fazer. Só que minha fase de adolescente rebelde passou. Há uns dois anos só. Mas passou.

Então, minha conclusão neste fim de ano se dirige aos poucos ouvidos atentos e conscientes, que pertencem, dentre outros, aos meus seletos leitores:

Ame a você mesmo e ao seu próximo. Apesar de ser natal.

Comemore. Em que pese estar iniciando um novo ano.

E o mais piegas de todos os conselhos de fim de ano: seu ano novo, e todas as propostas que normalmente o acompanham, começa a cada segundo do seu presente. Todo dia.

Curiosamente, o piegas sempre traz um pouco de verdade.

Ah ah! Aposto que ao ler o título pensou que se tratava de mais um daqueles textos melosos? Pois se enganou redondamente (he he he).

Depois que tentei escrever no blog, com a aproximação das festas de fim de ano algumas pessoas me perguntam: e aí, quando vais escrever uma mensagem apropriada à época? Isso quando não me pedem: escreve o cartão de natal para fulano? A vontade que tenho é responder que não sou garrafa para trazer mensagem de náufrago. Ainda bem que ando mais controlada ultimamente...

Mas querem saber? Criatividade compulsória não funciona.

Escrever é um prazer que reflete como se sente meu eu interior em relação ao mundo e à vida. Se estiver insatisfeita com o que vejo ou sinto, não consigo me expressar com liberdade.

Uma das minhas insatisfações surge exatamente neste período tão obrigatoriamente feliz do ano. Quando todos se abraçam e fazem promessas de mudança e progresso, vejo hipocrisia. A maioria das pessoas empenha sua palavra embalada pela ilusão do recomeço que o início do ano trás. E infelizmente, empenha só a palavra e não o gesto. E palavra sem atitude não tem nenhum valor.

Finalmente, com o início do novo ano, o promitente se concede a liberação tácita para voltar a ser o que sempre foi, especialmente após a libertação do efeito inconsciente que a mídia tem sobre os sentimentos. Pudera, não tem mais motivos para comprar... Pelo menos não em janeiro. Mas aguardem que o carnaval já chega.

Tá, tudo bem... É um pouco cruel da minha parte. Concordo que o amor ao próximo, o carinho e a caridade não devem ser abandonados apenas nesta época por rebeldia – o que, diga-se de passagem, tenho vontade muitas vezes de fazer. Só que minha fase de adolescente rebelde passou. Há uns dois anos só. Mas passou.

Então, minha conclusão neste fim de ano se dirige aos poucos ouvidos atentos e conscientes, que pertencem, dentre outros, aos meus seletos leitores:

Ame a você mesmo e ao seu próximo. Apesar de ser natal.

Comemore. Em que pese estar iniciando um novo ano.

E o mais piegas de todos os conselhos de fim de ano: seu ano novo, e todas as propostas que normalmente o acompanham, começa a cada segundo do seu presente. Todo dia.

Curiosamente, o piegas sempre traz um pouco de verdade.

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