quarta-feira, abril 26, 2006

Aprendi. - Escrito e publicado em 31/10/2005

Neste final de semana aprendi e apreendi.

A vida demonstrou que um grupo de pessoas reunido com o mesmo objetivo consegue passar dois dias sem julgar seu companheiro de caminhada e sem fazer ao outro o que não gostaria que fizessem para si. Se um, apenas um ser humano pode - e olhe que aqui foram vinte e cinco - a humanidade toda também pode fazer o mesmo durante sua existência.

E acabou-se a dureza da vida.

Este mesmo grupo consegue ser compassivo, forte, alerta, amoroso, confiante, leve, alegre e uno. Ainda que dele participem individualidades totalmente diversas. O resultado é amor nos olhos e comunhão no espírito.

Descobri que esta atitude pode perdurar ao longo da nossa caminhada diária, basta ter a coragem de ver os sinais da vida e de escolher atendê-los. A palavra chave é escolha. Sua companheira é a mudança.

Tive provas concretas de que homem e mulher, masculino e feminino, macho e fêmea, podem ser dois e um ao mesmo tempo. Basta que sejam inteiros em si e dispostos a compartilhar o mesmo caminho, que a vida lhes sorri e ambos resplandecem.

Vi, não me contaram, que por vezes a sensibilidade não é privilégio feminino. Ele pode ser “a” e ela pode ser “o”. Sem que deixem de ser homem e mulher. Percebi que a dualidade está nos olhos de quem vê e escolhe o que quer ver.

Me ensinaram também, que ter compaixão, aceitação e tolerância são escolhas que fazemos a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Agora. O passado? Passou. O futuro? Ainda não chegou. E ora vejam só! Não é que ver as rosas entre os espinhos torna o mundo multicolorido sem ser superficial?

Descobri também, que doar é muito mais fácil que receber. Quando doamos, sabemos que dispomos do que entregamos. Se recebemos temos a incerteza do conteúdo. E quando o conteúdo nos surpreende, a fé e a alegria se instalam lépidas e fagueiras em nossa alma.

Sabiam que o limite do toque acorrenta a vida? Pois é. Nos vinculamos aos padrões sociais que nos restringem de tocar e abraçar o mundo e nos tornam máquinas de viver com um roteiro social pré-definido. E se o limite do toque acorrenta a vida, o medo de não ser aceito acorrenta a alma.

Vi também que pedras que habitam nossos corações podem escolher virar água, árvore, luz, sol... É só decidir.

Além disso, sabiam também que é possível mudar de planeta com os acordes de um violão? Eu também não sabia. Mas é. Basta deixar que ecoem suavemente no coração e na alma, entregar-lhes o manche que te levam para outra galáxia num piscar de olhos.

Ah! E a serenidade plena pode surgir da inquietação da mente. Paradoxal e verídico. Estava na minha frente! Ninguém me contou!

A vida novamente foi pródiga em sua mensagem durante dois dias entre um monte de gente louca aos olhos do mundo e livre aos olhos de Deus, que se abraça o tempo todo, chora, ri, dança e diz Namastê e Shalon... Se este é um conceito de loucura, por favor me internem!!!

(Inspiradíssima com o Seminário Redefinindo o Ser - Unipaz/SC.)

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