Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Anjos Gêmeos (30/11/2007)

Sob o abençoado sol de sagitário (lindo, diga-se de passagem), com a lua em leão e ascendente em aquário, a vida inundou novamente a terra e o Criador sorriu feliz com sua obra perfeita.
Amigos queridos nos fazem felizes. Bebês nos enternecem. Mas bebês de amigos queridos nos elevam a patamares de ternura incomuns aos seres humanos normais.
Percebemos que o clichê do “milagre da vida” é insubstituível. Pois há algo de milagroso no nascimento de pequenos seres humanos que terão grandes histórias. Cada detalhe parece impressionante, desde o tamanho das mãos até a força com que seguram nossos dedos. E por mais que vejamos bebês e tenhamos filhos, não perdemos a capacidade de nos maravilhar com os pequenos presentes de Deus.
Ontem, voltando da maternidade, meu filho cantava uma música que incluía a palavra ternura. Imediatamente perguntou: mãe, o que é ternura?
Devaneei por alguns segundos quanto à melhor forma de explicar um sentimento e respondi: Sabe o que você sentiu quando pegou na mãozinha da Mariana? Aquela vontade de cuidar, acarinhar e proteger? Isto é ternura. Esclarecido, seguiu cantando.
O despertar deste nobre sentimento é fundamental para que cada um de nós perceba a capacidade profunda que tem de amar e de cuidar.
Cuidar do outro é uma arte, e aqui incluo não só os seres vivos como o planeta em que vivemos que nos foi concedido como benção. E a arte precisa ser exercitada para florescer. Talvez por isso nasçamos tão pequenos e indefesos, para despertarmos o desejo de cuidar nos corações já empedernidos pelos reveses da vida.
Uma vez derramada a benção da vida no nosso “infinito particular” não há retorno do coração à condição anterior. Aquele “aperto no peito” é cada vez mais freqüente, o enternecimento passa a ser comum e o deslumbramento que a vida traz se espalha para todas as pequenas coisas. E não importa o tempo que passa. Inclusive o tempo potencializa os sentimentos. Basta que vejamos os avós que, dispensados da obrigação de educar, ficam apenas com o prazer de sentir.
Enfim, a mãe Gaia agradece a vida recém nascida, mas há muito planejada, e o sol que iluminou o dia se põe, oferecendo um show de contemplação, feliz da vida por poder brilhar para dois novos/velhos seres que retornam, triunfantes, felizes e amados, para cumprir suas missões juntos.

“É cria,
Criatura e Criador
Cuida de quem me cuidou,
Pega na minha mão e guia...”
Cria - Maria Rita

Que a guiança dos amigos queridos seja guiada pela mão do Criador.
Que assim seja.

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

UNIPAZ - Formaçao Holística de Base.

Seguir a caminhada da Formação Holística de Base - FHB faz um upgrade no coração. Deixamos de achar que os outros nos magoaram e descobrimos que podemos escolher se seremos magoados. E sabem o que mais nos deixa boquiabertos? Descobrir que é fácil escolher. E aquele papo de amar o próximo como a si mesmo, inclusive aos inimigos, deixa de ser uma tênue visão para se tornar uma realidade almejada, afinal, a princípio, ninguém sai iluminado. Digo a princípio, porque tudo passa a ser possível... A capacidade de ampliar a consciência sobre todas as possibilidades é encantadora e nos eleva aos deuses que somos.
Aprendemos que viver e morrer são artes que devem ser cuidadas, preparadas e plenamente sentidas. Mas também que sentimentos demais nos arrastam por trilhas tortuosas e aprendemos a deixá-los passar.
Pessoalmente, descobri que apenas caminhava, sem viver de verdade o caminho. E falo isso literalmente, ou seja, na caminhada diária que fazia para exercitar-me. Colocava música agitada e um pé na frente do outro. Ao longo destes dois anos, descobri que desperdiçava energia em pensamentos desnecessários e repetitivos, com minha mente macaco louco. E sabem do mais legal? Vi as flores do caminho, conheci os cães que nele habitam. Vivenciei a influência das estações do ano sobre cada uma das árvores e o quanto este transformar se relaciona diretamente com nosso Ser.
E sabem o que mais? A música tem poder. E as letras que cantamos podem fazer a diferença em nosso estado de espírito. Hoje só escuto músicas que me fazem bem, pois tenho a maravilhosa capacidade de escolher. Deu para perceber que a Unipaz capacita, não é?
Cheguei à Unipaz achando todo mundo muito esquisito. Com o tempo, descobri que esquisitos são os outros. E finalmente, após dois anos de formação deliciosamente vividos, aprendi que essa história de julgar dá muito trabalho e resolvi ser feliz.