In The DeepEm vários momentos a alegria não impera.
A melancolia toma de assalto e uma profunda falta de entendimento perscruta a alma. Idêntica às profundezas silenciosas do oceano, a dúvida assalta e leva consigo uma parte do Ser.
Incompletos e imperfeitos, percebemos que a magnitude do que cerca, diminui, e a imensidão do que somos sobrepõe o ínfimo ego.
Esmagado e solto ao sentimento, relegado a segundo plano pela emoção e ao primeiro pela emoção, busca o veio da sabedoria sem saber exatamente o que está fazendo.
Tateia às cegas, acreditando que é o centro quando nada mais é do que uma pequena ficção na profundidade do universo.
As luzes se apagam e as cortinas se fecham a partir do momento em que percebe que não precisa estar no palco.
Quando não existe expande.
Quando cede, cresce, e quando cresce, desaparece.
Desapega e desagrega.
Ama e une.
Basta que enxergue com os olhos do outro e com a visão multifacetada do cristal lapidado pela mão de Deus.
A Verdade se mostra e explode em púrpura, azul e verde.
O Ser torna-se pacífico e feliz, sem precisar de nada mais além da emoção que traz da origem.
Esteve sempre lá e não expôs.
Esteve sempre lá e não quis ver.
Bastou-lhe colocar os óculos da sensibilidade para senti-la...
